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A bazuca já está a fazer efeito! Eurostat confirma.

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 18 de abr. de 2022
  • 2 min de leitura

Por Jorge Fonseca de Almeida - Membro da Ordem dos Economistas nº 1083


Superiormente negociada pelo Governo Costa sob plano gizado individualmente pelo genial professor, agora ministro, a bazuca, nome vulgar parta os avultados fundos públicos europeus atribuídos a todos os países da União com vista à recuperação económica dos anos perdidos com a pandemia, a bazuca, dizíamos, chegou aos diversos países no terceiro trimestre do ano passado. O seu efeito já se pode notar pelos resultados divulgados a semana passada pelo Eurostat.


O Eurostat publicou os resultados de 2021 do produto interno bruto dos países da União Europeia (ver aqui) em termos de paridade de poder de compra, para que possam ser comparados entre si. Portugal com uma implementação rápida e notável perdeu apenas dois lugares no ranking europeu sendo ultrapassado pela Polónia e pela Hungria, mas manteve-se à frente de um conjunto de 7 outros países. Assim em vez do 10º lugar a contar do fim, Portugal está agora em 8º, isto é mais próximo do fim da tabela.


É um resultado muito animador, que com um esforço do Governo se pode transformar, dentro de poucos meses, no 7º lugar uma vez que a Roménia está apenas a escasso ponto percentual atrás de Portugal. Com facilidade nos ultrapassam. Perder três lugares em tão pouco tempo é prova da capacidade do nosso Governo, das nossas empresas e da excelente educação que os nossos trabalhadores possuem graças à educação de excelência que lhes ministramos.


Mais uma prova da nossa proverbial resiliência em face da adversidade. Só podemos estar agradecidos e orgulhosos com a velocidade com que os sucessivos governos têm vindo a empobrecer o país. É uma obra que deixam para as gerações futuras. Fica-lhes garantido um lugar na História logo atrás de Cristiano Ronaldo.


Falando a sério. A seu tempo alertámos que as meias medidas de combate à pandemia só nos podiam atrasar e que deixar a preparação da estratégia de recuperação económica nacional nas mãos de um só individuo, por mais competente que seja, e o Professor Costa e Silva é, sem qualquer dúvida, competente no seu campo, só levaria ao desastre. Os resultados desta má gestão da pandemia e da estratégia de recuperação estão à vista. São claramente piores do que os resultados dos nossos concorrentes diretos. Consequentemente ficamos ainda mais para trás.


É importante que o novo Governo perceba os erros cometidos e se disponha da mudar de rumo. As alterações anunciadas nas pastas económicas são um sinal positivo de que o Primeiro-ministro percebeu que o desempenho dos anteriores responsáveis não foi positivo.

Para que Portugal consiga afirmar-se economicamente e inverta a trajetória de declino em que nos encontramos, é importante que o Governo compreenda as novas condições geopolíticas saídas da guerra da Ucrânia e posicione o país de forma a minimizar as consequências negativas do refrear das relações comerciais europeias com a Rússia e a maximizar as oportunidades que todas as situações oferecem.


Sem uma compreensão destas novas condições geoeconómicas e geopolíticas e sem uma estratégia própria só podemos continuar a deslizar para o fundo das tabelas europeias.



 
 
 

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