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A LIDERANÇA DO CHEFE EXECUTIVO E O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO II

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 22 de mai. de 2023
  • 3 min de leitura

Por René António Cordeiro - Membro da Ordem dos Economistas nº 56


– A necessidade de assegurar o Empenhamento da Estrutura –


No meu anterior artigo abordei o tema da importância da liderança dos Chefes Executivos para o desenvolvimento económico como factor fundamental para a promoção da produtividade das organizações, na perspectiva das características que, em minha opinião, os seus titulares devem possuir.


Na sua sequência, procurarei demonstrar a causa da relevância dessas características para o processo de decisão nas organizações que é responsável por aportar contributo significativo para aquela promoção da produtividade.


Gerir é decidir. E este verbo tem dois tempos: a formação da decisão e a tomada da decisão. É naquele primeiro tempo que a informação pertinente ao objectivo da decisão deve fluir para que o entendimento dos intervenientes se estabeleça e o consenso (que sei que a maioria dos decisores deseja – tendo que saber o que fazer para realizar o desejo – porque a implementa-ção das condições necessárias à acção é mais facilmente conseguida e a sua execução mais diligente) se construa.


É neste tempo – por virtude da necessidade (utilidade) do entendimento e do consenso – que o método é imprescindível. Porque só este, se correcto, provê a moldura racional necessária à obtenção e condução da informação útil através de uma série de avaliações e de filtros porque municia os intervenientes com uma linguagem comum abrindo-lhes um caminho seguro para o debate racional. Esta abordagem conduz a que, uma vez terminado o debate, a decisão seja tomada e as necessárias energias para a acção sejam para aí dirigidas.

Porque, para o segundo tempo – o da “assinatura do cheque” – basta o Chefe Executivo.


Vejamos os três tipos de decisão – o objectivo, a estratégia, a inovação – em que os maiores impactos (positivos ou negativos) mais influenciam o desenvolvimento dos negócios ou das actividades, e os seus enquadramentos temporais.


1. O Futuro. Que exige um objectivo, a menos que se aceite que ele seja o que for. Que, por sua vez, conduz a que o entendimento sobre as causas dos elementos a considerar para o seu estabelecimento – no âmbito da racionalidade necessária ao desenvolvimento

pretendido, com exclusão clara de outros âmbitos – seja determinante para a construção do consenso sobre a sua opção. O que significa que deve existir um método credível que identifique os elementos causais úteis que se encontram no passado e no presente da organização e da sua envolvente.


É, pois, a partir da opção que estabelece o objectivo que se formula a estratégia para o prosseguir. Para o que continua a ser determinante o entendimento e o consenso.


O “caminho” – a Estratégia – é qualitativo pela sua natureza já que só considera factores qualitativos para a sua formulação, definindo os padrões do desenvolvimento objectivado. Claro que o Objectivo há-de ser quantificado em momento metodologicamente adequado, e afastando o efeito de aura. Porque é a quantificação do objectivo que permitirá o estabelecimento de metas e que possibilitará o controlo da sua prossecução.


É assim que, para promover a competitividade da organização – que realiza os negócios, as actividades – que surge a necessidade de inovação: decidir que inovação é necessário fazer. Porque a inovação deve ser útil (não especulativa), pelo que deve acrescentar valor para que o desenvolvimento pretendido seja prosseguido sempre considerando as necessárias produtividade dos meios e a qualidade do produto. O entendimento das causas pertinentes e o resultante consenso para a acção continuam a ser determinantes.


2. Presente. Que é o tempo em que se realizam as operações para prossecução do (objectivo) futuro. Este é o tempo em que conta o “como fazer” o que se estabeleceu fazer: o objectivo, as metas, as acções – os planos de acção que orientarão as operações.


Para terminar: quanto maior for o número de pessoas envolvidas na formação da decisão, mais necessário se torna a existência de método (adequado e credível), simplificando assim o Chefe Executivo a sua condução da acção e libertando-lhe tempo:


i) pela responsabilização clara, objectiva e assumida responsavelmente por aqueles que devem produzir os resultados estabelecidos e,

ii) por evidentes ganhos de tempo (v.g. em reuniões), tal significando ganhos de produtividade.


Sem o que o resultado é, quase sempre, desastroso.

 
 
 

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