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Escalada das Taxas de Juro prossegue

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 8 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Por Jorge Fonseca de Almeida - Membro da Ordem dos Economistas nº 1083


Ontem os doze membros do FOMC (Federal Open Market Committe) da Reserva Federal norte-americana decidiram subir num quarto de por cento as taxas de juro diretoras do dólar. As taxas situam-se agora no intervalo de 5,25 e 5,5%. A subida justifica-se na medida em que a economia continua a crescer, o emprego se mantém a níveis elevados mas a inflação permanece alta. O objetivo do FOMC é reduzir a inflação para os 2% e, em simultâneo, com o máximo de emprego.


O Presidente do FOMC, Jerome Powell disse depois que o Comité está preparado para aumentar de novo as taxas em Setembro se não houver sinais claros de redução da inflação.


O que significa esta subida para nós portugueses? Desde logo a certeza que a medida vai ser seguida pelo Banco Central Europeu.

Com taxas de juro mais altas veremos uma retração do investimento privado quer nacional quer estrangeiro em Portugal. O PRR assume-se, cada vez mais, como a principal fonte de investimento em Portugal. Uma má notícia para todas as áreas excluídas destes fundos.

Com taxas de juro mais altas veremos uma retração na compra de casas com naturais implicações na indústria da construção, nomeadamente ao nível do escoamento do já construído e não vendido e do ainda em construção.


Com taxas de juro mais altas veremos um aumento dos custos da dívida pública com implicações inevitáveis nos fundos orçamentais para as áreas sociais (saúde, educação, pensões, etc.) já que a alocação para despesas militares também vai ter de crescer por decisão da NATO.


Com taxas de juro mais altas veremos um aumento do apoio do Estado aos Bancos através da bonificação das taxas de juro, reduzindo também por essa via os fundos orçamentais para as áreas sociais.

Com taxas de juro mais altas veremos um menor crescimento económico e, muito provavelmente, o inicio de uma recessão em Portugal ainda este ano.

Mesmo nos Estados Unidos a decisão do FOMC está a gerar uma onda de críticas vindas de diversos quadrantes, nomeadamente da Banca comercial que vê o crédito mal parado a disparar.

Em resumo o aumento de taxas de juro nos Estados Unidos e na zona Euro são péssimas notícias para Portugal e para os portugueses. Só um aumento dos rendimentos das famílias, via salários e pensões, poderá evitar estes efeitos negativos.




 
 
 

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