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Ordem dos Economistas: mudar é preciso

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 22 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Por Jorge Fonseca de Almeida - Membro da Ordem dos Economistas nº 1083


A Ordem dos Economistas é a instituição representativa de uma classe profissional qualificada e diversificada que tem sido desvalorizada e marginalizada nas últimas décadas. Os jovens economistas têm dificuldade em conseguir emprego, a maioria é precária e outros tantos são forçados a aceitar empregos em que não tiram partido dos seus conhecimentos. Os mais antigos são enviados para casa ainda em idade de continuarem a ser úteis à sociedade.


E no entanto o país precisa de economistas, gestores, analistas, auditores, consultores, para conceber e executar uma estratégia de crescimento de que Portugal tanto carece. Em lugar de economistas vemos tantas vezes nos seus lugares juristas, engenheiros e outros. O desperdício de talento, de qualificações, de energia e conhecimento e reflexão é enorme. Este desperdício é uma das causas do nosso atraso, da nossa longa estagnação. É preciso que os economistas jovens e maduros sejam adequadamente integrados nas instituições e nas empresas. A Ordem deve ajudar no diálogo a nível macro entre os profissionais, a sociedade e os poderes instituídos. Mas para isso é preciso mudar.


A Ordem tem-se distanciado dos profissionais e, consequentemente, o número de membros estagnou quando todos os anos se formam milhares de novos economistas. A sua intervenção tem sido muito apagada, sem visibilidade na sociedade e mesmo entre os profissionais. Muitos economistas se questionam se vale a pena ter uma Ordem. Que atividades e incentivos têm um jovem para se inscrever na Ordem?


Sem economistas que peso social e que intervenção pode ter a Ordem? Pouco ou nenhum. É o que tem acontecido. É preciso alterar esta situação.


Uma prática diferente tem vindo a surgir ao nível das Direções Regionais que, em geral, são mais ativas do que os órgãos centrais. Destas práticas tem surgido a convicção de que é preciso refletir para mudar.


Esta reflexão sobre a Ordem está a já a ser feita. As próximas eleições para Bastonário e para os demais órgãos da Ordem estão a mobilizar centenas de candidatos e a presença de duas listas concorrentes é um sinal de vitalidade e vontade de mudar.



A lista A que propõe como Bastonário Pedro Reis surge na continuidade do trabalho de low profile do anterior bastonário, enquanto a lista B que avança com António Mendonça para bastonário surge com uma alternativa simultaneamente institucional, António Mendonça era até aqui o Presidente da Direção Regional do Centro e Alentejo da Ordem, e de mudança, apresentando-se como mais dinâmica, fortemente empenhada em aproximar a Ordem dos profissionais e em conquistar um lugar de maior intervenção social da Ordem e dos economistas.


As eleições são, pois, o momento adequado para tirar a Ordem do presente marasmo e iniciar um novo capítulo sem sobressaltos institucionais mas com um novo impulso e dinamismo. Pelo seu perfil e pela equipa que o acompanha o Professor António Mendonça é o candidato que melhor pode protagonizar a mudança que é necessária.


Nota de declaração de interesses: o autor das linhas acima é um dos 140 candidatos, embora em posição não elegível, da lista B.

 
 
 

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