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Produtividade?

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 30 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Por Pedro Almeida Jorge - Membro da Ordem dos Economistas nº 15846


Excertos de artigo publicado recentemente no jornal ECO:


Estamos de volta ao eterno retorno da conversa sobre o salário mínimo. Parece que agora até os sindicalistas já chegaram à conclusão de que o salário mínimo está a ficar perigosamente colado ao salário médio e que “Portugal está a tornar-se um país de salários mínimos”! O problema, a meu ver, é que a resposta típica dos economistas, ainda que acertada neste terreno de jogo, aceita sempre os pressupostos conceptuais da discussão.


Daniel Bessa, e bem, alerta para o tema da produtividade – e mostra como o nosso salário mínimo é relativamente pesado face à nossa produtividade, quando comparado com o de outros países. Mas o que é a produtividade?


Se falarmos de produtividade a um comunista ou à CGTP, a resposta que teremos será, fundamentalmente, a de que, se as empresas ainda têm lucro, ou “mais-valia”, então é porque ainda há margem para mais luta de classes e subida de salários.


Ora, os modelos típicos em economia apresentam os salários concorrenciais como sendo determinados pela “produtividade marginal do trabalho”. Vai daí, para responderem aos sindicatos e aos comunistas, os economistas geralmente pegam na calculadora, dividem o PIB pelo número de trabalhadores ou pelo número de horas trabalhadas, comparam com os custos laborais, et voilá!, pronto a servir.


O problema é que, como Ludwig von Mises explicou vezes sem conta ao longo de décadas (ver aqui ou aqui – pesquisar por “productivity”), a produtividade que interessa, a “produtividade marginal do trabalho”, não tem relação direta com as contas de calculadora. É verdade que essas contas nos podem dar uma noção superficial dos montantes e das dimensões envolvidas, bem como, quando efetuadas a nível local, ajudar as empresas na gestão da sua atividade. Todavia, falham aquele que deve ser o foco da explicação. E o foco da explicação, por muito que custe à maioria dos “econo-engenheiros” da atualidade, é que o valor da produtividade marginal dos trabalhadores é determinado pelo processo de descoberta, concorrência e criatividade do mercado.


Ler artigo completo aqui.

 
 
 

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