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Venda a sua casa

  • Foto do escritor: DRCA
    DRCA
  • 23 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de out. de 2022


Por Jorge Fonseca de Almeida - Membro da Ordem dos Economistas nº 1083


Na última recessão milhares de portugueses ficaram sem a sua casa e permaneceram endividados ao banco a quem tinham pedido crédito para compra de habitação. Porquê? Porque com a recessão as casas perderam valor e as Famílias que já não conseguiam pagar as prestações quando foram forçadas a vender a casa não conseguiram obter sequer o valor em dívida. Ficaram sem casa e ainda com uma divida ao banco no montante do diferencial entre o valor em dívida e o valor de venda da casa.


A subida de taxas de juro conjugada com a inflação está a empurrar muitos para uma situação financeira insustentável. Em breve muitos terão dificuldade em pagar a prestação do seu crédito à habitação.

A estas Famílias o melhor conselho a dar é vendam a sua casa quanto antes, liquidem o crédito e comprem uma casa mais pequena e mais barata, eventualmente mais longe dos centros urbanos, mas cuja prestação possam pagar mesmo com a subida das taxas de juro e da inflação. Se não conseguirem comprar a melhor solução é o arrendamento.

Ainda existe uma janela de oportunidade para a venda de casas mas os preços estão já a dar mostras de descida em certos segmentos, principalmente naqueles destinados a famílias das classes populares. É aproveitar antes que a opção seja a de ficar completamente insolvente, ser despejado pelo banco e ficar sem casa e com uma dívida.

Mas o governo pode decretar uma moratória nos créditos à habitação como o fez no auge da pandemia? Pode, mas muito provavelmente não ​​​​​​​o fará a não ser que a isso seja obrigado por Bruxelas. Por iniciativa própria, para defender as famílias não tomará nunca tal decisão.


E os bancos podem renegociar os créditos? Sim, mas há limites para essa negociação: os prazos de pagamento não podem esticar até ao infinito e as anteriores taxas de juro não se podem manter inalteradas porque significariam um prejuízo para o banco que se tem de financiar a taxas de mercado. Contudo, é sempre um bom primeiro passo tentar renegociar condições, nomeadamente reduzir spreads, alargar prazos, eliminar seguros de vida. Mas sem ilusões nessa alternativa.


Fica então o conselho. Peça no seu banco simulações para a sua prestação com uma subida da Euribor para 5% ou 6%. Se antevê que a inflação conjugada com a subida das taxas de juro o vão impossibilitar de pagar a sua prestação do crédito à habitação venda rapidamente a sua casa e procure uma alternativa mais barata.

Dito isto, cada caso é um caso. Procure aconselhamento para o seu caso pessoal. A DECO e outras instituições aí estão para o ajudar. Mas tenha em mente esta ideia: as casas vão baixar de preço e nessa altura pode ser demasiado tarde para tomar uma decisão.

Quem o avisa seu amigo é.

 
 
 

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